sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Oposição de Jesus ao Templo: Aproximações e distanciamentos da concepção teológica da comunidade de Qumran

 



Resumo O objetivo deste artigo é realizar um estudo inicial sobre a posição de Jesus com relação ao templo tendo como base a passagem relatada nos evangelhos conhecida como a purificação do templo e a possível ligação com a concepção teológica sobre o templo da comunidade de Qumran. Desta forma, na primeira parte deste artigo será apresentado um breve panorama relacionado a função religiosa, política e econômica do segundo templo para os judeus na época de Jesus, na sequência será tradado da comunidade dos Essênios a partir dos manuscritos de Qumran e sua interpretação do Templo em Jerusalém e por último a avaliação da crítica de Jesus com relação ao Templo, comparando com a posição teológica essênia da comunidade de Qumran sobre a função do Templo

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domingo, 19 de maio de 2019



"A prudência por si só não é suficiente para uma virtude, no entanto, nenhuma virtude pode dela prescindir, e ela só pode ser considerada uma virtude quando está a serviço de um fim considerado estimável, pois ao contrário, seria concebida apenas como uma habilidade, por isso Aristóteles afirma que “não é possível ser um homem de bem sem prudência, nem prudente sem virtude moral” (1999, p. 126). A deliberação de modo virtuoso que a prudência nos direciona, não se limita às intenções humanas ao aqui e agora, mas para com todo o reino da biosfera levando em conta as consequências de nossas ações, visto que a prudência, embora não ignore a sua necessidade para o tempo presente, direciona-se também para o depois, o futuro, e este depende de nós para garanti-lo."  (SGANZERLA; ROHREGGER, 2017, p.68)


quarta-feira, 17 de abril de 2019

TÉCNICA E TECNOLOGIA, SEU USO PELAS PROFISSÕES.


Neste quadro apresentamos um breve relato com relação as definições de técnica e tecnologia e a forma como são vistas e utilizadas por algumas áreas do saber humano. É interessante verificar a forma com a questão a técnica e da tecnologia são percebidas e usadas pelas ciências humanas e as ciências exatas.

PROFISSÃO
Analista de Sistemas
Engenheiro
Psicólogo
FORMAÇÃO
Graduação em  Análise de sistemas
Graduação em  Engenharia Civil
Graduação em psicologia – duração 5 anos
FERRAMENTAS
Sistemas de Informação -  Computadores. Linguagens de programação
Vários objetos como medidor de distância, de topografia, impressora em 3D, computador, Sistemas de informações integrados
Escuta, observação, acolhimento.
TÉCNICA(S)
Fluxogramas, Use Cases (descrições do funcionamento do sistema como o apresentado ao usuário) Simulação em teste da funcionalidade. Processo de homologação do sistema.
Elaboração de cálculos de estruturas, técnicas de construção de fundações e de concretagem. Elaboração de prévias visuais e gestão de canteiro de obras.
Anamnese, instrumentos de Avaliação Psicológica como: testes de personalidade, ou que avaliem o estado emocional, o cognitivo e demais áreas que se façam necessárias serem verificadas, feito isso passamos à terapia (tratamento da causa) onde conforme a necessidade de cada paciente é conduzida especificamente a cada um com consultas com duração de 50 min semanais.
TECNOLOGIA
Percebe-se que está é uma produção em que está profundamente vinculada ao conceito de tecnologia e extremamente dependente da mesma. Usa-se a tecnologia para produzir mais tecnologia. .
A engenharia está ficando cada vez mais tecnológica, usando técnicas próprias e que com o desenvolvimento tecnológico está migrando para o uso intensivo da tecnologia.

A psicologia usa várias técnicas e o uso de tecnologia é menos intensivo. De forma geral as ciências humanas promovem mais o uso de técnicas e menos de tecnologia.


O conceito de técnica coincide de forma geral com o sentido de arte e compreende de um conjunto qualquer de regras visando a dirigir eficazmente uma determinada tarefa. Já tecnologia pode ser definido como processos técnicos de determinado ramo de produção. (Abbagnano, 2012, p. 1106 - 1109)
Para o filósofo Hans Jonas, a própria técnica é, ao mesmo tempo uma expressão de abertura necessária à vida, especialmente humana, para o mundo e um risco sem precedentes, principalmente por que a ela, a técnica e a tecnologia se associa uma dimensão utópica baseada na ideia de progresso (2013, p.13) desta forma a técnica, deveria ter este cuidado e orientação, porém para tentar expressar os processos da vida e sua manipulação foi lançando mão de analogias e metáforas, que acabam esvaziando o sentido amplo da vida.


Referências:
ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, São Paulo: Martins Fontes, 2012, p.1106 - 1109
JONAS, Hans, Técnica, Medicina e Ética, São Paulo : Paulus, 2013, p.13


domingo, 30 de setembro de 2018

A NATUREZA HUMANA DA TÉCNICA



José Ortega y Gasset, filosofo espanhol é um dos primeiros pensadores a elaborar uma reflexão sobre a criação e o desenvolvimento da técnica pelo ser humano, colocando-a como fator essencial para a evolução humana. Ortega começa discorrendo sobre a falta de clareza na definição de sociedade Por parte dos autores de sociologia, e começa a fazer uma comparação entre a forma de viver dos animais e do ser humano apresentando o que é grande diferença que há é a qualidade humana de introspecção ou de mundo interior, intitulado por Ortega como “ensimesmar-se”, argumentando que os animais de forma geral vivem para o mundo exterior e desta forma vivem para o outro nunca para si próprio pois dependem exclusivamente desse mundo exterior. 
O ser humano com esta característica pode se desligar do mundo exterior e realizar essa introspecção porém isto não é como um direito ao homem mas é algo que ele Conquista e o homem cria então uma margem de segurança ao seu redor para desenvolver essa característica de voltar-se assim de forma segura e essa capacidade, e então de introspecção que gera a técnica  então esta é uma criação humana especificamente humana e é graças a ela e na medida do seu progresso que o homem pode ensimesmar-se. Desta forma, permite ao homem que submerja no mundo para atuar conforme um plano preconcebido, não se pode falar de ação, sem que na sua medida esteja regida por uma prévia contemplação, pois o destino do homem é portanto primeiramente essa, isto é não vivemos para pensar pensamos para viver, Ortega afirma “Sin retirada estatégica a sí mismo, sin penamiento alerta, la vida humana es imposible.”
A técnica possibilitou a humanização, segundo Ortega, o ser humano cria o supérfluo para humanizar-se. Isto é o que possibilitou que o homem se voltasse para o seu interior, porém hoje a técnica parece impossibilitar este voltar a sí, pois parece não estimular a reflexão, mas a distração, e assim poderíamos estarmos perdendo a humanidade? Talvez este seria o perigo da técnica, perder a capacidade de voltar a sí mesmo, de ensimismarse.  

            Porém, se compreendermos que o desenvolvimento da técnica, e agora compreendendo o desenvolvimento tecnológico, a partir do que Ortega propõe, a evolução do homem não seria apenas do uso da técnica que lhe permitiu a desenvolver a sua humanidade, e que agora permite o controle da natureza, inclusive a natureza humana, mas uma futura fusão mais radical do homem com a tecnologia?
            A afirmações de Ortega permitem que olhemos o desenvolvimento da técnica como algo fundamental para o desenvolvimento do homem, porém fica o desejo de aprofundar-nos mais no pensamento do filósofo para compreendermos todas as implicações com relação ao desenvolvimento tecnológico do ser humano.


Referências:
GASSET, José Ortega y. Mediación de la técnica. Madri: Biblioteca Nueva, 2015.